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August 23, 2019

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Sondagem de solo é base para dimensionar fundações e contenções

Confiabilidade de estudos geológico-geotécnicos depende de boas práticas de execução. Saiba mais sobre esses ensaios

 

 

Depois dos estudos topográficos, a sondagem do solo é o primeiro passo para desvendar as características do terreno, indispensável para subsidiar projetos de fundações e contenções. Esse ensaio oferece informações sobre a consistência e a deformabilidade do solo, bem como as tensões admissíveis do terreno. É também por meio desse teste que se detecta a presença e a profundidade da água no subsolo.

 

O objetivo de uma boa campanha de sondagem deve ser identificar e prever o comportamento dos solos. “Esse conhecimento permite conceber um projeto mais econômico e de melhor desempenho ao longo da vida útil do empreendimento”, diz a engenheira Gisleine Coelho de Campos, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A sondagem é importante para a escolha da técnica de contenção, sobretudo porque permite identificar as camadas do subsolo que possam vir a participar dos estudos de estabilidade

Luiz Antônio Naresi Júnior

“A sondagem é importante também para a escolha da técnica de contenção, sobretudo porque permite identificar as camadas do subsolo que possam vir a participar dos estudos de estabilidade”, acrescenta o engenheiro Luiz Antônio Naresi Júnior, consultor de fundação pesada e geotecnia da Progeo Engenharia.

 

SONDAGENS A PERCUSSÃO

Há diferentes técnicas para investigação geológico-geotécnica, como sondagens a trado, SPT (Standard Penetration Test), Cone Penetration Test (CPT) e sondagens rotativas.

No Brasil, para empreendimentos imobiliários, comumente são utilizadas sondagens a percussão (SPT). Tradicional e simples, este ensaio consiste na cravação vertical no solo de um cilindro amostrador padrão. Para isso são dados golpes de martelo com massa padronizada de 65 kg solto em queda livre de uma altura de 75 cm. São anotados os números de golpes necessários à cravação do amostrador em três trechos consecutivos de 15 cm, sendo que o valor da resistência à penetração (NSPT) consiste no número de golpes aplicados na cravação dos 30 cm finais. Após a cravação em cada trecho, o amostrador é retirado do furo e a amostra é coletada para posterior classificação visual.

“A sondagem SPT permite identificar a estratigrafia do terreno (camadas que o compõem) e a posição do nível de água, bem como medir índices de resistência dos solos e coletar amostras deformadas das diferentes camadas atravessadas pela sondagem”, salienta Campos.

 

SONDAGENS ROTATIVAS

Uma limitação do ensaio SPT é não poder ser aplicado em locais com solos de alteração de rocha ou maciços rochosos. Nesses casos, a saída é recorrer a uma sonda rotativa com coroas diamantadas. Por esse método, uma coroa de diamante na ponta da haste corta e recupera a rocha para ser analisada em laboratório.

Outra alternativa é o SPT com medida de torque (SPTT), que pode ser efetuado para complementar o ensaio de resistência do solo, caso haja dúvida. Há, também, a sondagem mista, que consiste na execução da sondagem a percussão e da sondagem rotativa em um mesmo furo.

Segundo Campos, a escolha do tipo de sondagem deve ser feita considerando-se as informações já disponíveis e as características do projeto a ser executado, incluindo:

• logística do local – dificuldades de acesso, espaço para equipamentos, interferências existentes, entre outras; 
• prazos e custos; 
• disponibilidade de equipe capacitada no local da obra.

 

ERROS PÕEM EM RISCO A PRECISÃO DOS ENSAIOS

Durante a realização de sondagens, alguns procedimentos requerem atenção especial. A pesquisadora do IPT destaca:

• correta locação dos pontos de sondagem no terreno; 
• disponibilidade de equipamentos em bom estado e em conformidade com as normas técnicas vigentes; 
• rigoroso controle da profundidade de perfuração; 
• registro de todas as ocorrências observadas durante a perfuração; 
• identificação exata das amostras de solo, que precisam ser devidamente acondicionadas e identificadas.

“Também é imprescindível contar com uma equipe qualificada e consciente da importância do seu papel no processo de construção de uma obra segura e de qualidade”, destaca a engenheira.

É imprescindível contar com uma equipe qualificada e consciente da importância do seu papel no processo de construção de uma obra segura e de qualidade

Gisleine Coelho de Campos

Uma falha comum e primária é a realização de sondagem sem locação topográfica (amarração). Outra evidência de falha é quando a empresa classifica o solo com uma composição inverossímil.

 

CUIDADOS NA CONTRATAÇÃO

Em uma atividade na qual precisão e confiabilidade são fundamentais, vale tomar alguns cuidados ao contratar campanhas de sondagem.

A primeira recomendação é verificar a experiência prévia do executor por meio de atestados técnicos e certidões emitidas pelos clientes e entidades de classe. “Uma boa equipe de fiscalização, constituída por representantes do contratante, também é importante para minimizar erros nos ensaios”, alerta Gisleine Campos.

São referências técnicas importantes na execução de sondagens de solo:

• ABNT NBR 8036:1983 – Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios – Procedimento. 
• ABNT NBR 6484:2001 – Solo – Sondagens de simples reconhecimentos com SPT – Método de ensaio.

Essas normas estabelecem, entre outras diretrizes, a quantidade e a localização dos furos de sondagem a serem executados.

“Em relação à locação dos furos, a norma preconiza que, caso estejam disponíveis os projetos estruturais e as plantas de carga dos pilares, as sondagens deverão ser executadas baseando-se na localização dos elementos com maior carregamento”, diz Naresi Júnior. “Quando os estudos geotécnicos são realizados em fase preliminar, os furos deverão ser distribuídos igualmente em toda a área do terreno”, informa o engenheiro.

 

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Gisleine Coelho de Campos – Engenheira civil com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo na área de geotecnia. É pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e professora dos cursos de Engenharia Civil e de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Anhembi Morumbi.

Luiz Antônio Naresi Júnior – Engenheiro civil pós-graduado em engenharia geotécnica. É membro da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) e consultor de fundação pesada e geotecnia da Progeo Engenharia.

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